Shutter Down

Entrevista: Shutter Down

Por: Lígia Ferreira

Hintf: Obrigada pela entrevista, é um prazer falar convosco.

Qual é a história por trás de Shutterdown?

Bó: Obrigado nós, pelo convite! Antes demais, felicitar a Hintf Webzine pelo esforço e bom trabalho até então realizado. Um abraço também, a todo o Staff da Hintf.

Falar da história de Shutter Down é sempre um ponto que gosto particularmente! Tivemos um percurso que penso que não é o normal no processo de criação de uma banda de originais!

Isto é, começámos em 2011 na cidade de Viseu como uma banda de Covers Rock. Nessa época rodámos bares, associações, festivais e concentrações motard, com os velhinhos clássicos dos Metallica, Iron Maiden, Led Zeppelin, Deep Purple e tantos outros! Fizemos nesta fase, cerca de 100 concertos por Portugal e Espanha, foi uma doideira! 🙂

Mas rápido percebemos que o que realmente queríamos fazer, isto com a integração de novos membros (Sergio Maia – Voz e Gonçalo Coelho – Guitarra Solo), eram musicas originais que exprimissem a nossa alma, o nosso amor e a nossa força.

A partir do ano de 2013 iniciámos esse processo de composição de temas originais, ao mesmo tempo que íamos tocando alguns covers que iam sendo o suporte financeiro para a banda não parar.

Até que, em 2015 tínhamos 12 musicas prontas e foi nessa altura que, com o apoio de um projecto CROWDFUNDING da PPL, conseguimos finalmente ter fundos para a gravação profissional de um álbum, que viria a chamar-se “AWAKE”.

2016, foi o ano de entrada em estúdio em Guimarães – “Noise Magnet Studio” e de lá saiu o nosso álbum de estreia “Awake”, em junho de 2017, ficando a mixagem final a cargo do Bruno Silva do Hanuman Studio.

Hintf: Vocês começaram por ser uma banda de covers, com muito sucesso, por sinal, aqui e em Espanha…

Bux: Sim, “com algum sucesso”, quando começamos a banda o objectivo era mesmo tocar uns covers ,e como é lógico as pessoas aderiam aos concertos porque conheciam as músicas, foi uma fase de amadurecimento enquanto banda e enquanto músicos que nos permitiu tocar em sítios que de outra maneira não teríamos conseguido tocar.

Hintf: Quando é que sentiram a necessidade de se expressarem e criarem temas originais?

Sérgio: Sentimos que devíamos deixar a nossa pegada e lá no fundo cada um de nós tinha a curiosidade de saber como iria soar um projeto nosso original. O desafio é importante para nos sentirmos “acordados” e no momento em que decidimos criar o álbum,jogámos tudo o que tínhamos e o que não tínhamos para fazer tudo isto acontecer, por isso é que só com esta malta todo este esforço faz sentido.

Somos igualmente loucos (no bom sentido, claro, lol) para dar-mos esse passo no desconhecido.

Tudo isso combinado com a motivação do público que esteve sempre connosco, fez com que todos estivéssemos alinhados para esta aventura.

Hintf: Porquê o nome Shutterdown?

Bó: Shutter Down, foi um nome que nos soou bem depois de “1500” tentativas para nomes!

Foi das ultimas coisas a aparecer na banda, o nome! Tínhamos uma lista em papel A3 na sala de ensaios com vários nomes que simplesmente não gostávamos, até que o Ricardo Ferreira,nosso vocalista na altura, “mandou” esse nome para o ar e ficámos logo todos radiantes!

A partir desse dia, algures em novembro/dezembro de 2011, “SOMOS SHUTTER DOWN”.

Hintf: Como foi o vosso primeiro álbum, Awake, recebido pelos fãs e imprensa em geral?

Gonçalo: Por parte dos fãs a receptividade foi muito boa, na realidade acho até que acabámos por “conquistar” mais ouvintes depois do álbum estar cá fora.

Quanto à imprensa, apesar do Feedback ter sido mais tardio (o que é normal pois os fãs estão sempre mais próximos) acabou por ser igualmente muito positivo,e surpreendentemente acabámos por ser falados não só na imprensa nacional como na imprensa internacional (Brazil, UK, USA,…), por exemplo, a Pure Rock Radio no Canadá onde tivemos semanas consecutivas em 1º lugar no Top 20 e ficámos em 9º lugar na categoria dos “Top 100 Hard Rock and Metal Albums of 2017”, juntamente com Trivium, Alice Cooper,Arch Enemy, entre muitas outras bandas que admiramos.

Em Portugal, notícias nos blogs/vlogs, jornais, rádios de todo o país, tivemos a experiência da televisão (o que é ótimo para uma banda com um percurso tão jovem) e trazemos connosco sempre uma palavra de apreço de quem esteve connosco.

De ressalvar a imprensa local de Viseu, sempre atenta aos nossos passos.

 Hintf: Qual diriam que é a música que melhor representa a banda?

Bux: Não sei, acho que depende a quem perguntas. Se me perguntares a mim acho que é a “Gone”, mas se perguntares aos outros elementos da banda pode não ser, tudo depende das influências de cada um, este álbum também é um pouco isso, uma viagem nas nossas influencias e gostos pessoais.

Hintf: Cumpriu as vossas expectativas?Como se sentiram ao ter o vosso primeiro trabalho editado?

Cajó: E se cumpriu. Durante a gravação que foram 10 dias de puro empenho,estivemos mais unidos do que nunca e chegar ao fim de tudo isto e pegar no cd e ver nele todo o trabalho ideias e sonhos que investimos, é um orgulho enorme. Dá vontade de repetir…..

Hintf: Vocês têm andado em tour para promover o álbum, como tem sido a experiência até agora?

Cajó: Muito boa, poder correr o país a tocar as nossas musicas e a ouvir a malta a cantar as nossas letras é um sentimento fantástico mesmo, agora só nos resta fazê-lo pelo mundo inteiro, esse é o objectivo!

Hintf: Algum concerto que tenha sido memorável/ especial?

Gonçalo:  Eu acho que existem dois concertos que para nós serão para sempre memoráveis, ambos por serem a nossa “casa” e a nossa “família”.

O último em Travanca da Bodiosa, por ter sido uma festa, por lá estarem os nossos grandes amigos que nos acompanham para todo o lado.

É em Travanca que a “cerveja” cai melhor, pois vem sempre acompanhada de uma boa conversa com um amigo. Ainda bem que são tantos por lá.

Outro concerto especial foi no ano passado no Estudantino (Viseu), por ser uma sala mítica do rock nacional, por a sala ter estado à “pinha”, por ser na nossa cidade,e por toda a generosidade do Luis (dono do espaço).

O Luis merece uma palavra de apreço, pois não é qualquer pessoa que tem a coragem de arriscar em concertos de Rock pela Beira Alta, o Estudantino tornou-se uma sala obrigatória para qualquer banda em Portugal por toda a persistência e sacrifício do Luis.

Hintf: O que pensam sobre a cena musical nacional?

Bó: Olha, em relação a nós, não nos podemos queixar, isto é, temos sido sempre bem recebidos em todos os sítios onde tocamos, temos ganho fãs em todo o lado e o público nos concertos não poderia ser melhor. Se todo o cenário musical nacional estiver como nós o estamos a sentir neste momento, penso que está bastante ativo e com muito boa adesão.

Claro que, podiam e deveriam haver mais salas de concertos, mais Casas da Cultura, mais promotores com condições para organizarem eventos musicais, mais apoios institucionais,mais oportunidades para as bandas divulgarem e promoverem os seus trabalhos, isso é óbvio e nunca será demais, mas enquanto cada pessoa neste meio acreditar, sabemos de antemão que tudo é possível.

Hintf: Relativamente ao futuro, quais são os planos para Shutterdown?

Sérgio: Estamos muito empenhados nesta Awake Tour, ainda há muitas datas a confirmar este ano e temos muito para dar com o “Awake”. Estamos muito entusiasmados com este verão porque vamos percorrer todo o país, rever amigos, conhecer públicos incríveis, deixar e ficar com saudades. Porém… continuamos a compor e prometemos que continuamos com a mesma garra com que começamos para dar novos passos neste nosso pequeno percurso.

Hintf: Por favor deixem uma mensagem aos nossos leitores…

Sérgio: Claro, Olá leitores da Hintf, somos os Shutter Down, uma banda portuguesa de Hard-Rock,para quem não nos conhece estamos nas plataformas digitais, procurem-nos em: www.shutterdownofficial.com e venham conhecer o nosso trabalho. Obrigado por lerem a nossa entrevista, esperamos encontrar vos nossos concertos, se vierem, venham ter connosco!!

 

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