Lelahell

Entrevista: Lelahell

Por: Paula Antunes

Hintf: Primeiro e para quem só agora teve a oportunidade de se deparar com a vossa música, o que nos podem dizer sobre o processo emergente de Lelahell enquanto banda?

Hoje em dia é bastante difícil emergir na cena metal internacional, porque há por aí imensas bandas e muitas delas são mesmo muito talentosas. Os Lelahell começaram como banda de um só elemento e existe desde há 8 anos. Estamos a tentar trabalhar diariamente e duramente de maneira a dar boa música metal à cena mundial. Fizemos bastantes progressos desde o início da banda e aprendemos muito e conhecemos imensas boas pessoas. Estamos sempre em busca de novas ideias, novos sons e novas perspetivas.

Hintf: Qual é o significado do nome da banda e quão difícil foi encontrar um nome que melhor encaixasse na vossa sonoridade?

Lelahel (com um ‘l’) é um anjo do zodíaco e foi também a minha alcunha desde 2000 quando eu tinha na altura a webzine de metal chamada lelahel. Então quando formei a banda apenas acrescentei mais um ‘l’ a essa alcunha para soar mais diabólico, e digamos, mais extremo!

Hintf: E de que melhor forma descrevem a sonoridade de Lelahell?

A música dos Lelahell é Death metal com algumas influências locais. É rápida, brutal e melódica ao mesmo tempo. Como uma tempestade de areia que atravessa o vale do deserto!

Hintf: Quais são as vossas principais influências e inspirações e o que vos levou a se tornarem músicos? 

Eu toco música há mais de 25 anos e descobri a cena metal nos finais dos anos 80. Fui apresentado a este género por algumas bandas de Hard Rock que o meu irmão ouvia (Scorpions, Motorhead e ACD/DC). A minha maior influência é a velha escola do metal e precisamente do Death metal de bandas como Morbid Angel, Cannibal Corpse, Death…

Hintf: Apesar de serem ainda uma banda muito jovem, parecem trabalhar duro e rápido, já com dois álbuns e uma Demo editados; como desenvolvem o vosso processo de composição?  

Lelahell tem 8 anos de idade e temos uma Demo (por lançar), um Ep e 2 álbuns longa-duração. Sou o compositor pelo que para o processo de composição de “Alif” eu trabalhei maioritariamente nos riffs de guitarra e nos ritmos para encontrar uma boa combinação e depois disso ajustei tudo nos tempos certos. Mas é diferente em cada edição, portanto para o terceiro álbum eu vou experimentar algo diferente!

Hintf: No próximo dia 15 de Junho vamos ter o lançamento mundial deste vosso segundo álbum, intitulado “Alif”, pela editora Metal Age Productions. Como se deu esta colaboração e quão satisfeitos estão com o resultado final?

Quando eu contactei o Peter da editora, ele imediatamente ficou interessado em lançar este álbum! A colaboração ainda não começou propriamente porque o álbum ainda não saiu, mas o que posso ver é que são pessoas sérias e muito apaixonadas! Tenho muito respeito por esta editora porque existem há mais de 25 anos e têm editado muito bom material da música metal underground e ainda continuam a fazê-lo! Eles mantêm a chama do metal viva!

Hintf: Falem um pouco mais sobre “Alif”, qual é a sua ideia conceptual; sobre o que nos fala?

Cada lançamento Lelahell está conceptualmente ligado ao personagem de Abderrahmane, ainda que focado em outro passo evolucionário – outro capítulo no seu próprio livro. O novo álbum “Alif” foca-se agora nos primeiros passos de Abderrahmane na sua nova vida, como uma criança a aprender a falar, andar, aprendendo sobre o mundo que o rodeia. No entanto isto está cheio de inimigos e medos, por isso o Abderrahmane precisa de se salvar desses perigos.

Hintf: Oriundos da Algéria, o que nos podem dizer sobre o cenário musical da vossa pátria? É fácil ser-se um músico de metal, que maiores dificuldades têm de ultrapassar de forma a espalharem e mostrarem a vossa música?

A cena de metal algeriana existe desde inícios dos anos 90. Não é tão grande como podes imaginar, mas existe há mais de 2 décadas e há boas e promissoras bandas. O maior problema é a falta de espaços para os concertos, as bandas tocam apenas 2 ou 3 vezes por ano na sua terra natal, o que é mesmo muito insuficiente para uma banda de metal! Porque a música de metal precisa de ser tocada ao vivo para existir e sobreviver!

Hintf: E ao vivo? Como está a crescer a vossa agenda no que toca a concertos de promoção ao novo disco? Planeiam fazer uma tour pela Europa e outros países? Está Portugal nos vossos planos?  

Claro que temos concertos planeados para promover o “Alif”; uma festa de lançamento em Julho em Argel e uma tour europeia no início de Novembro, mas infelizmente Portugal não está no nosso itinerário pois a tour parte de Espanha e acaba na Áustria. Talvez para 2019! Mantenham-se atentos!

Hintf: Estão a par da nossa (Portuguesa) cena de metal? O que conhecem de Portugal?

No final de 2016 visitamos Portugal para as filmagens do nosso videoclip ‘Paramnesia’. Foi realizado pelo jovem e muito talentoso diretor Guilherme Henriques (Nargaroth, Haemorrhage, Hudeous Divinity, Wormed, Belphegor…). Durante a nossa viagem tivémos a oportunidade de visitar Santa Maria da Feira (a cidade natal de Henriques) e o Porto. Essas são cidades muito bonitas e as pessoas muito simpáticas! Sobre a música claro que conhecemos os enormes Moonspell (íamos tocar com eles em 2016 no festival francês chamado Gohelle mas que foi cancelado), Sacred Sin, Heavenwood… Também sabemos que há 2 fantásticos festivais, o Barroselas e o Vagos, e esperamos poder tocar num deles, talvez em 2019? Quem sabe?

Hintf: Principais planos e objetivos para o futuro próximo de Lelahell?

Uma grande tour em 2019, terminar o processo de escrita do terceiro álbum, e veremos o que o future traz para Lelahell!

Hintf: Obrigada pelo vosso tempo para com esta entrevista! Deixem-nos uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores Portugueses!

Apoiem Lelahell ou morram!!!

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