Bleeding Through

Banda: Bleeding Through

Titulo: “Love Will Kill All”

Editora: SharpTone Records

Data de Lançamento: 25.Maio.2018

Por vezes quando fazemos reviews, deparámo-nos com tipos de Metal dos quais não somos propriamente fanáticos. Confesso que o Metalcore não é o meu subgénero preferido. Mas como antes de tudo gosto de música, tenho sempre de me tentar ligar a ela, mesmo que não seja algo que eu adoro. E por vezes sou surpreendido.

Vamos por partes. Esta banda de Orange County, Califórnia, nascida em 1999, têm rodado vários países e editoras, e já editou alguns álbuns que definiram géneros. E assim que entramos neste novo trabalho ficamos logo com a perceção disso mesmo, dos géneros. “Fade into Ashes” com uns teclados bem presentes que nos fazem relembrar aqueles dos filmes de terror (“tipo casa assombrada”), uma rítmica muito acelerada, quase Death Metal, que nos faz pensar que estamos perante uma boa mistura de Metalcore (voz) com um Death Sinfónico (partes instrumentais). E digamos que para introdução de um novo trabalho não esta nada mal! Em “Cold Wars” encontramos novamente estes teclados com um proximidade elevada  ao género descrito nas linhas anteriores. Encontramos também este Death Melódico/Sinfónico que a banda parece tanta presar em “Buried e “Set me Free”. Aliás, é muito interessante ver como o vocalista Brandan Schieppati, passa de uma voz gutural “mais Hardcore” para um registo mais “clean”.  E não posso deixar de também mencionar as faixas “No One form Nowehere” e Slave, interessantes, mas num registo mais Hardcore tradicional. O álbum está bem produzido com bom destaque para a secção rítmica, com Ryan Wombacher (Baixo) e Derek Youngsma (Bateria) que dão muito bem conta do recado. E, claro, menção especial para os omnipresentes teclados (já falados) de Marta.

Devo confessar que fiquei algo surpreendido pela positiva por este “Love Will Kill All”, pois, como disse mais acima este é sem duvida um género no metal que não adoro. Mas, e embora por vezes seja algo repetitivo, este álbum está muito bem construído, com momentos bons e outros excelentes. Um género que mistura subgéneros, do Black sinfónico ao Death melódico/sinfónico, passando como é claro e de caras pelo Hardcore musculado! Não adoro, mas gostei bastante! A ouvir sem dúvida alguma!

Pontuação:  8/10

Por: Julien Valente

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