Amorphis       

Banda: Amorphis       

Título: Queen of Time

Editora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 18.Maio.2018

Muitas vezes penso que tenho sorte. Ouvir música é algo muito sagrado. Quase como uma religião. Aliás, dou tanta importância à música, que ter a sorte de escrever sobre ela é algo ainda mais especial. Quando nos é entregue um álbum de uma banda como os Amorphis, e o seu “Queen of Time”, ficamos então certos que estamos num espaço-tempo mais do que acertado!

Falar sobre este LP é difícil. Não porque não tem qualidade, pois é exatamente o oposto que acontece. Difícil porque não sabemos dizer mais nada a não ser “tão bom”. Pelo menos não consigo. Ser desta maneira transportado para outro lugar, sentir o nosso corpo reagir de uma forma tão intensa à música, é algo que não tem descrição. Mas claro que, e repito, estou a falar por mim. Cumpre-me então a mim tentar-vos fazer entrar neste fantástico e novo Universo Musical dos Amorphis!

Vamos por partes. Nos seus 26 anos de carreira, os Amorphis têm desenvolvido uma sonoridade que com suas vozes guturais e “clean”, com o seu Death Metal Melódico (a progressividade das construções musicais e das guitarras é por vezes estonteante), apimentado com toques de folk bem eficazes, permite aos fãs estarem sempre de ouvidos bem atentes, à procura de algo diferente, o que torna a espera pelos seus álbuns algo verdadeiramente “excitante”.

Este “Queen of Time” não foge à regra. Encontramos neste LP um bom mix das sonoridades já descritas mais acima, o que torna este novo trabalho uma obra muito consistente. As 10 faixas que compõem este álbum têm todas algo muito forte, o que torna o todo algo muito equilibrado. O primeiro single lançado já tinha dado o mote, e ficámos logo imersos numa música bem trabalhada, com uma melodia vocal muito poderosa, e uma parte instrumental memorável. Mas o verdadeiro problema, é que vamos ter de repetir esta frase para todas as faixas que vierem a seguir. Se é fã de bons riffs e de composições instrumentais complexas, então este LP será de certeza uma paragem obrigatória. Mas venha com tempo que irá instalar-se por tempo indeterminado.

O que dizer da intro de “GrainofSand” e a sua cítara, da linha de saxofone de “Daughter of Hate” ou das melodias das guitarras em “The Golden Helk”? A mestria na composição que se destaca nestas 3 músicas, é refletida em todo o LP. E o que dizer do grande trabalho de voz de Tomi Joutsen, que tão depressa nos presenteia com uma voz gutural passando para terrenos melódicos que nos transportem para outras paisagens, quando na verdade ficamos sempre no mesmo espaço temporal? É isso que se sente num tema como “Heart of a Giant”. E sentir, quando ouvimos música, é fundamental! Por isso, a parte de produção é sempre algo essencial e, neste caso, é absolutamente genial. A escolha do grande Jens Bogren foi mais uma vez determinante para a força, a magia, e toda a mística que nos é transmitida durante todo o álbum.

Este “Queen of Time” é quase como um poema. Tanto tem algo de melancólico, de belo, como de repente nos mostra a sua força, o seu poder, o seu carácter, resumindo, tudo o que nele está escondido. Músicas como “Amongst the stars”, com a participação de Anneke van Giersbergen, com a sua voz tão angelical, ou a progressividade melódica das flautas de “Message in the Amber”, são mais do que bons exemplos.

Basta dizer mais isto: os Amorphis criaram com este “Queen of Time” algo único, não havendo muito por onde comparar. Era difícil fazer melhor do que “Under the Red Cloud”. Mas as composições e a renovação constante do som destes Senhores, são provas que a inspiração nunca se esgota. Por isso, é-me fácil dizer: Grande LP! Recomendo uma escuta atenta!

Pontuação: 9,9/10

Por: Julien Valente

 

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Band: Amorphis

Album: Queen of Time

Label: Nuclear Blast

Release Date: 18.May.2018

I often think I’m lucky. Listening to music is something very sacred. Almost like a religion. In fact, I give so much importance to music, that having the luck to write about it is something even more special. When we get an album from a band like  Amorphis, and their “Queen of Time”, we are sure that we are in a space-time more than right!

Talking about this LP is difficult. Not because it does not have quality, because it is exactly the opposite that happens. Difficult because we can not say anything other than “so good”. At least I can not. Being  transported to another place, feeling our body respond so intensely to music, is something that has no description. But of course, and I repeat, I am speaking for myself. It is then up to me to try to make you enter into this fantastic and new Musical Universe of Amorphis!

Let’s do it by steps. In their 26 years of career,  Amorphis has developed a sound that with their guttural voices and “clean”, with their Melodic Death Metal (the progressiveness of musical constructions and guitars is sometimes dazzling), spiced with very effective folk touches , allows fans to be always listening attentively, looking for something different, which makes waiting for their albums something truly “exciting.”

“Queen of Time” is no exception to the rule. We found in this LP a good mix of sonorities already described above, which makes this new work  very consistent. The 10 tracks that comprise this album have all something very strong, which makes the whole something very balanced. The first single released had already given the tone, and we were soon immersed in a well-crafted song, with a very powerful vocal melody, and a memorable instrumental part. But the real problem is that we will have to repeat this phrase for all the tracks that follow. If you are a fan of good riffs and complex instrumental compositions, then this LP is definitely a must-have. And with time it will install itself indefinitely.

What to say about  “Grain of Sand” intro with its zither, the saxophone line from “Daughter of Hate” or guitar melodies in “The Golden Helk”? The mastery in composition that stands out in these 3 songs is reflected throughout the LP. And what about the great voice work from TomiJoutsen, who so quickly presents us with a guttural voice moving to melodic terrain that transports us to other landscapes, when in fact we are always in the same time space? That’s what you feel on a theme like “Heart of the Giant.” And feeling, when we listen to music, is key! So the production part is always something essential and, in this case, it’s absolutely great. The choice of the great Jens Bogren was once again decisive for the force, the magic, and all the mystique that is transmitted to us throughout the album.

“Queen of Time” is almost like a poem.It has something melancholic, beautiful, and suddenly shows us its strength, its power, its character, summing up, everything that is hidden in it. Songs like “Amongst the stars”, with the participation of Anneke van Giersbergen, with her angelic voice, or the melodic progressivity of the flutes of “Message in the Amber”, are more than good examples.

Amorphis created with “Queen of Time” something unique, not having much to compare. It was hard to do better than “Under the Red Cloud”. But the compositions and the constant renewal of the sound of these Lords, are proof that the inspiration is never exhausted. So it’s easy for me to say: Great LP! I recommend listening carefully!

Score: 9,9/10

By: Julien Valente

 

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