Dimmu Borgir

Banda: Dimmu Borgir

Titulo: “Eonian”

Editora: Nuclear Blast Records

Data de Lançamento: 04.Maio.2018

Percursores da vertente sinfónica do género maldito mas tão bem amado Black Metal, os noruegueses Dimmu Borgir estão de volta às edições discográficas com um novo álbum de originais e que reforça a sua capacidade artística enquanto criativos e a sua capacidade de adaptação a uma nova era, não só como consequência das alterações pelas quais a banda passou na última década, mas também a capacidade de redenção para com o seu público mais acérrimo.

“Eonian” é o título do seu 10º álbum e que marca também um novo capítulo na sua carreira musical, a inclusão frontal dos novos elementos do estilo sinfónico, não somente conseguidos por meio do uso de sintetizadores mas também pela constante vocalização de coros de orquestra e que conferem uma maior magnitude a este disco e tornam as suas melodias épicas e intemporais.

Ao longo dos 10 temas escolhidos para integrar este disco, há um fio condutor que leva o ouvinte a aditivar-se à composição musical de “Eonian” e que nos prende, ainda que de inicio um pouco cepticamente, e tal como sugere o tema de abertura ‘The Unveiling’, este é apenas o levante da ponta do véu sob o qual se revela uma bem arquitetada parede sonora, assente em ritmos que transcendem o terreno e se elevam a celestiais, permeando o intenso fulgor musical por entre letras obscuras e carregadas de espiritualidade.

É inegável o facto que qualquer ouvinte mais conhecedor da obra musical de Dimmu Borgir não esteja esperançado de em qualquer momento desta cadência rítmica ouvir um irrompante acréscimo de velocidade dos riffs de guitarra que rasguem a melodia proposta ou que uma voz divinalmente limpa surja a entoar o refrão; na falta deste ímpeto há o equilíbrio conseguido em ‘The Empyrean Phoenix’ cujos tremolo pickings conseguem ressaltar e ecoar na nossa mente.

Em ‘Lightbringer’ somos ofertados com uma cornucópia musical cheia de volúpia e audácia, com os sintetizadores a provocar uma ambiência de êxtase com sádicas camadas de anticlímax.

“Eonian” é um disco de redenção, onde os seguidores antigos se voltam a unir com a sua banda de referência e onde os recém-chegados se sentirão confortados e contemporaneamente encaixados, ainda com o brinde de terem em mão uma nova Caixa de Pandora; é inevitável a sensação de se querer voltar atrás até 1995/6 e querer redescobrir com mente aberta álbuns pioneiros como “For All Tid” e “Stormblast” e perceber a evolução e caminho percorridos por Shagrath e seus parceiros.

Pontuação:  8,7/10

Por: Paula Antunes

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*