Gabriel The Poet Of Doom

Entrevista: Gabriel The Poet Of Doom

Por: Lígia Ferreira

Hintf: Obrigada por aceitares esta entrevista, é um prazer entrevistar-te. Podes falar-nos sobre o conceito por detrás deste projeto e como ele ganhou vida?

Para dizer a verdade, nestes últimos anos não foi um conceito real.

Comecei este projeto como uma coleção de músicas que compus e gravei quando precisei de expressar a minha tristeza. Algum tempo depois, comecei a  imaginar-me como um poeta que fala consigo próprio sobre os seus infortúnios como um acto de consolo, depois dei a mim próprio o nome de “Gabriel, The Poet Of Doom”.

Ao trabalhar no álbum “Nepenthe”, as minhas letras tornaram-se mais profundas quando eu me imaginei a falar com as camadas mais profundas da minha mente.

Hintf: Como um projeto solo,  dirias que as coisas são mais difíceis do que  numa banda normal ou  sentes  mais liberdade criativa?

Eu tive alguma experiência com bandas,por isso posso dizer claramente que  gosto de estar sozinho no meu trabalho de composição. Quando  escrevo uma canção posso senti-la como uma parte inteira da minha alma e para mim é difícil aceitar que outras pessoas possam sentir-se livres para mudá-la como quiserem … e se isso acontecer, uma música  torna-se mais difícil de administrar e talvez perca o valor que tinha para mim no começo.

Hintf: Quem é o Gabriele Ceresini? Qual é a história por trás do homem e músico?

Um homem como muitos outros, ou talvez não. O seu mundo às vezes é muito diferente do nosso, talvez por causa da sua excessiva sensibilidade e capacidade de explorar até mesmo os lados mais ocultos da sua mente e alma … mas essa não é a descrição típica de um amante da arte?

Nasci no dia 22 de outubro de 1989 e comecei a tocar guitarra ainda jovem, tendo aulas particulares. Comecei com a guitarra clássica e depois passei a praticar a guitarra acústica e elétrica.

Eu sou um ouvinte de música incansável, especialmente de  metal, mas percorri diferentes géneros musicais. Por esta razão,  desenvolvi um ouvido musical muito cedo, o que me permitiu entender melhor o que  estava a  ouvir e, eventualmente,  permitindo-me pintar na minha tela.

Hintf: O teu álbum de estreia, “Nepenthe”, tem uma atmosfera épica, um pouco sombria, com riffs pesados, belas orquestrações e coros, qual é a história que tentas contar aos ouvintes?

Na mitologia grega, Nepenthe era o nome de um medicamento fictício para a tristeza, literalmente um antidepressivo,

Este álbum é uma mistura de psicologia e mitologia fundidas pelas memórias de um ano triste.

O conceito principal deste álbum é  sentir-se preso  num círculo que parece eterno. Esta é uma guerra travada comigo mesmo, dentro do meu mundo interior, atrás de um vidro que sempre me protegeu do mundo real.

O meu desejo de viver no que existe do lado de fora  leva-me a continuar, apesar de todas as dificuldades, até ao momento em que finalmente posso atravessar o mar ou voltar para ele.

Os elementos da mitologia grega tendem a mascarar essa história, mas ela volta à superfície graças à interpretação de alguns personagens e lendas que eu adoro.

Hintf: Como te sentes ao finalmente ter o teu primeiro álbum editado? Atendeu às tuas expectativas?

Eu sinto como se tivesse me livrado de um fardo muito pesado, e  estou muito feliz que a parte mais íntima de mim tenha sido capaz de sair por um tempo, e que por essa razão ela será capaz de viver e ser ouvida.

Hintf: Se tivesses que escolher uma música favorita no álbum, aquela que o define melhor, qual seria?

Dodèkaton Àlgos seria a minha escolha! Nessa música eu posso realmente  sentir-me no coração da batalha!

Hintf: Ao compor quais são as tuas outras influências, a inspiração vem-te naturalmente ou tens que te pôr na disposição certa?

Às vezes a inspiração vem a mim durante o sono, eu acordo e canto as melodias de que me lembro para um gravador.

Mas geralmente, eu encontro inspiração quando o meu corpo está no piloto automático, sabem o que quero dizer, de modo a que a minha mente está livre para ouvir a melodia que vem daquele momento da vida … porque para mim, cada momento tem a sua própria melodia! Nós só temos que parar e ouvir.

Hintf: Tens algumas  músicas que foram editadas no passado,  já pensaste em lançá-las como um álbum / EP?

Sim, eu estava a pensar nisso, mas  prefiro fazê-lo depois do lançamento do meu segundo álbum.

Estou a tentar focar-me no presente nos meus pensamentos e na minha música como consequência, mas imediatamente após o lançamento do meu segundo álbum  vou criar uma coleção com algumas das minhas velhas canções!

Hintf: Nepenthe foi auto-produzido,  estás a tentar  assinar com uma editora de momento?

Estou acostumado a trabalhar sozinho, mas admito que alguma ajuda seria apreciada especialmente para distribuição porque assim a minha música não é tão alcançável.

Tenho certeza de que continuarei a gravar e produzir as minhas músicas e álbuns por mim, assim como  todos os conceitos gráficos, mas para o problema de distribuição acho que vou dar uma olhadela em algumas editoras antes ou depois do lançamento do meu segundo álbum.

Hintf: Já começaste a trabalhar no  segundo álbum, quando é que os fãs podem esperar novas músicas?

Estou a terminar de escrever a nona de dez músicas! Depois disso, terei que escrever todas as letras e gravar as vozes. Enquanto isso eu também estou a compor algumas trilhas sonoras porque tive alguns pedidos.

Então, ainda há muito trabalho a fazer, mas pelo menos o conceito gráfico é claro que eu já criei, a capa principal.

Hintf: Define Gabriel The Poet Of Doom numa palavra …

Melancolia

Hintf: Quais são os planos para o futuro, os teus objetivos e desejos?

Enquanto eu precisar de desabafar, Gabriel The Poet Of Doom continuará a existir, mas o meu objetivo  é  tornar-me um compositor de banda sonora e viver apenas da minha música.

Hintf: A Itália tem muitas bandas de metal, como Lacuna Coil e Theatres des Vampires, como  vês a cena do metal italiano?

Infelizmente a Itália não é um bom local para bandas de metal, especialmente para aquelas que procuram emergir.

No entanto, no que diz respeito aos meus gostos, sempre preferi grupos de outros países, por isso não estou tão informado sobre a cena do metal no meu país.

Hintf: Por favor, deixa uma mensagem final para os nossos leitores.

A música tem grande poder, melodias constroem os nossos caminhos.

Quando tudo parece perdido, pára e ouve o que está a ouvir-te.

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1 Comentário

  1. Hintf: Thank you for accepting this interview, it’s a pleasure interviewing you. Can you tell us the concept behind this project and how it came to life?

    To tell you the truth, since these last years it was not a real concept.

    I started this project as a collection of songs that I composed and recorded when I needed to vent my sadness. Some time later I began to imagine myself as a poet who tells himself about his misfortunes as an act of solace, then I gave myself the name “Gabriel The Poet Of Doom”.

    In the latter time, working on “Nepenthe” album, my lyrics became deeper as I imagined myself talking with the deepest layers of my mind.

    Hintf: As a one-man project would you say things are more difficult than in a regular band or do you feel you have more creative freedom?

    Since I had a bit of experience with bands I can clearly say that I enjoy being alone in my composition work. When I write a song I can feel it as an entire part of my soul and for me is hard to accept that other people may feel free to change it as they wish… and if that happen a song also becomes more difficult to manage and maybe it will lose the value it had for me at the beginning.

    Hintf:Who is Gabriele Ceresini? What’s the story behind the man and musician?

    党A man like many others, or maybe not. His world is sometimes very different from ours, perhaps because of his excessive sensivity and ability to explore even the most hidden sides of his own mind and soul… but isn’t this the typical description of an art lover?・

    I was born the day 22 October 1989 and I began to play the guitar at an early age by taking private lessons. I started with the classical guitar and then moved on to practice the acoustic and electric guitar.

    I’m a tireless music listener, especially of metal music at the beginning, I soon ranged through different music genres. For this reason, I developed a musical ear very early, which allowed me to better understand what I was listening to and, eventually, enabling me to paint on my canvas.

    Hintf: Your debut album ” Nepenthe” has an epic, somewhat dark atmosphere, with heavy riffs ,beautiful orchestrations and choirs, what’s the story you’re trying to tell to the listeners?

    In greek mythology, Nepenthe was the name of a fictional medicine for sorrow, literally an anti-depressant,

    This album is a mix of psychology and mythology melted together by the memories of a sorrowful year.

    The main concept of this album is feeling trapped in a circle that seems eternal. This is a war fought with myself, inside my inner world, behind a glass that has always protected me from the real world.

    My desire to live in what exists outside pushes me to keep going despite all the difficulties, until the moment when I can finally cross the sea or fall back into it.

    The elements of greek mythology tend to mask this story but it comes back to the surface thanks to the interpretation of some characters and legends which I adore.

    Hintf: How does it feels to finally have your first album out? Did it meet your expectations?

    I feel like I’ve got rid of a very heavy burden, and I’m very happy that the most intimate part of me has been able to go out for a while, and that for this reason it will be able to live and be heard.

    Hintf: If you had to pick a favourite song in the album,the one that defines it best, which one would it be?

    Dodèkaton Àlgos would be my choice! In that song I can really feel myself in the heart of the battle!

    Hintf: When composing what are your other influences, does inspiration comes naturally to you or do you have to set your mind in the right mood?

    Sometimes inspiration comes to me during sleep, I often wake up and sing the melodies I remember in front of a recorder.

    More generally, I find inspiration when my body puts the autopilot if you know what I mean, so that my mind is free to hear the melody that comes from that moment of life… because for me, every moment has its own melody! We only have to stop and listen.

    Hintf: You have a few other songs you released in the past, did you ever think of releasing them as an album/EP ?

    Yes I was thinking about it, but I prefer doing that after the release of my second album.

    I’m trying to focus on the present with my thoughts and with my music as consequence, but immediately after the release of my second album I will create a collection with some of my old songs!

    Hintf: Nepenthe was self produced, are you trying to sign with a music label at the moment?

    I’m used to work alone, but I admit that some help would be appreciated especially for distribution because my music is not so reachable.

    I’m sure that I will continue to record and produce my songs and albums by myself, as well as for all the graphic concepts, but for the distribution issue I think I will have a look at some labels before or after the release of my second album.

    Hintf: Have you started working on your second album, when can your fans expect new songs?

    I’m finishing to write the 9th of ten songs! After this I’ll have to write all the lyrics and record the voices . In the meantime I’m also composing some soundtracks material cause I got some request.

    So, still a lot of work to do but at least the graphic concept is clear and I’ve already created the main cover.

    Hintf: Define Gabriel The Poet Of Doom in one word…

    Melancholy

    Hintf: What are the plans for the future, your goals and wishes?

    As long as I need to vent, Gabriel The Poet Of Doom will continue to exist, but my real goal is to become a soundtrack composer and live only with my music.

    Hintf: Italy has a lot of metal bands like Lacuna Coil and Theatres des Vampires, what’s your view on the italian metal scene?

    Unfortunately Italy is not a good theater for metal bands especially for those looking to emerge.

    However, as regards my tastes I have always preferred groups of others countries so I’m not so informed about the metal scene in my country.

    Hintf: Please leave a final message for our readers.

    Music has great power, melodies build our ways.

    When everything seems lost, stop and listen to what is listening to you.

    Thank you for your time.

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