Dallian

Entrevista: Dallian  

Por: Miguel Ribeiro

Hintf: Muito obrigado desde já por esta entrevista. Gostaria que voltassem um pouco atrás, e que nos explicassem como surgiu o gosto pela música.

Leandro: Como em toda a gente que tem um gosto íntimo e genuíno pela música, posso dizer que surgiu na altura da minha vida em que tanto a minha mente como a minha pessoa em desenvolvimento estavam receptíveis para algo que invocasse coisas em mim. Então, foram primeiras bandas como Metallica, ACDC, Slipknot que me introduziram no metal e no rock. Depois, não tardou que eu ganhasse vontade em tocar o género, e aprendesse a tocar guitarra eléctrica aos 14 anos.

Carlos: O gosto para mim surgiu bastante tarde. Foi acordado aos 14 anos ao ouvir System of a Down, Metallica e outros clássicos. A partir dos 16, decidi aprender a tocar guitarra eléctrica e fui aos pouco conhecendo mais e mais do género. Só comecei a cantar bastante mais tarde aos 21 anos, influenciado primariamente por bandas como Opeth. Mais recentemente, em 2017, comecei a tocar guitarra portuguesa, tendo gravado uma pequena secção no nosso álbum, e espero que nos próximos o tom deste instrumento tenha mais destaque.

Ricardo: Eu fui introduzido no mundo da música desde os 10 anos, quando os meus pais me inscreveram na SAMP (Sociedade Artística Musical dos Pousos). A partir daí, comecei por ter um gosto pela guitarra e pelo que ela soava. Aprendi a tocar guitarra com 15 anos, entrando assim para a minha primeira banda em 1998. Foi aos meus 13 anos, ao ver a minha irmã a ouvir os CDs de Burzum, Cradle of Filth, My Dying Bride, entre outros, que ganhei o gosto pelo metal.

Hintf: Em que ano nascem os Dallian, como aconteceu?

Ricardo: Eu e o Carlos Amado estavamos juntos noutro projecto em 2015. Por motivos de divergência musical, optámos por sair. Como tínhamos já um álbum composto, tentámos arranjar membros para gravar e completar a formação. Durante o período de 2016, gravámos os vocais e começámos a conceptualizar a nossa estética “SteamPunk”. Depois de muitos entraves, entre os quais arranjar um produtor para o nosso álbum, foi em 2017 que completámos a sua gravação e entrou para a banda o Leandro Faustino. Foi também nesta altura que começámos a levar o projecto mais a sério, gravando a bateria no Golden Jack Studios (João Dourado – baterista de Terror Empire) com o André Fragoso (Tales For The Unspoken), que tinha estado no mesmo projecto anterior connosco. Após as gravações, ele decidiu ficar como session drummer.

Hintf: Quem são os Dallian? Apresentem-se…

Dallian: Carlos Amado – Voz/ Guitarra Eléctrica/ Guitarra Portuguesa

Leandro Faustino – Guitarra Eléctrica/ Guitarra Acústica

Ricardo Carniça – Back Vocals/ Guitarra Eléctrica

André Fragoso – Session Drummer 

Hintf: Como funciona o vosso processo criativo? 

Carlos Amado:  Neste trabalho em particular, a base foi criada por mim desde letras, orquestrais, etc. Da sua parte, o Ricardo dava riffs soltos e outras ideias, que depois eram adicionados aos temas nos quais assentassem melhor.

Não sei dizer ao certo como será no próximo albúm, devido ao line up ser diferente, mas certamente teremos em conta a chegada do Leandro e o seu input nos temas.

Hintf: Progressive Death metal/ Symphonic/ World Music, podem explicar melhor?

Leandro Faustino: A fusão entre o típico Death Metal Sinfónico e o acompanhamento em algumas partes das músicas (dependendo do conceito da música) de instrumentos de diferentes culturas mundiais (como Índia, Japão, China, Espanha e Portugal) contribui para um som mais exótico, acabando por encaixar com o conceito temático da banda e com filosofias esotéricas universais.

Hintf: O que podem adiantar sobre o vosso primeiro álbum intitulado “Automata”

Leandro Faustino: Podem esperar uma variedade de dinâmicas contrastantes umas com as outras, do virtuoso ao agressivo e do melódico à sua essência mais crua.

Carlos Amado: Liricamente, tem uma vertente forte de “story telling”. Todas as músicas são pequenos contos baseados neste universo de ficção científica especulativa denominada SteamPunk. Para já, não podemos adiantar muito, mas isso trará mais impacto no futuro, jutamente com as letras e a imagem de banda.

Hintf: Para quando contrato com uma editora?

Ricardo: Para já, não temos nada em vista. Vamos nos manter independentes e tentar crescer como banda e, quem sabe no futuro, se houver propostas interessantes…

Hintf: Como se definem ao vivo?  

Carlos: Como tinha mencionado, existe esta componente visual de steampunk e de “story telling”. Esse conceito terá obviamente impacto ao vivo, dando abertura a um foco mais teatral do que normalmente seria associado a uma banda de death metal.

Hintf: Se fossem um animal que animal seriam? 

Dallian: Um Porco, porque é a nossa mascote oficial (risos).

Hintf: Como vêem o actual panorama musical nacional?

Carlos: Na questão musical, tem havido melhorias na produção e na composição. No entanto, do ponto de vista de editoras e etc, ainda estamos muito atrás do resto da Europa, não havendo muita possibilidade de uma banda deste género sair do país com a ajuda dessas editoras.

Hintf: Planos para o futuro…

Dallian: Tour pelo país, durante este ano. E, para o próximo, temos planos para ir para fora. Também estamos a realizar as gravações de um videoclip, entre outras surpresas que vão sair entretanto.

Hintf: Por fim, deixem uma palavra a quem vos ouve e segue…

Dallian: Para as pessoas que com paciência nos têm esperado e seguido no pouco que já mostrámos, obrigado! Mais coisas irão sair em breve!!

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