Votov

Banda: Votov

Titulo: “Votov”

Editora: Independente

Data de Lançamento: 02.Dezembro.2017

Oriundos de Winnipeg, no Canadá, o trio praticante de death metal e que dá pelo nome de Votov, fizeram a sua primeira incursão nas edições discográficas no passado dia 2 de Dezembro último, com o estreante e homónimo registo em longa duração, “Votov”.

Com alguma já larga experiência no mundo do metal, todos os elementos integrantes desta nova formação partilham de uma paixão em comum, o criar música com base nas suas influências pessoais e que gostam de ouvir, tentando com esta formação de Votov despir de conceitos pré-estabelecidos o género Metal e produzi-lo de forma pura, nua e crua.

E este conceito primordial é habilmente conseguido; após uma maturação de cerca de 2 anos na composição e respetiva aprimoração dos temas que agora temos o gáudio de escutar, estas primeiras 8 faixas de Votov em “Votov” irrompem ao ouvinte como um violento e seco murro no estômago. O seu death metal é cru, áspero e gritante, uma excelente e atual apresentação da velha escola com riffs curtos e abrasivos, uma linha de baixo vincada e uma bateria repleta de blast-beats, maravilhosamente pontuada de elementos tribais que conferem uma certa criatividade e originalidade na abordagem musical deste coletivo canadense.

Com alguns toques muito ténues de thrash metal, no entanto a característica principal que ressalta ao ouvido mais exigente será talvez a macieza dos elementos de brutal death metal, piscando suavemente o olho ao grind, e isto conseguido numa perfeita fusão de todos estes elementos, de onde se destacam os growls intensos de Chuck Labossiere.

Apesar deste registo se resumir a apenas 27 minutos de duração, serve perfeitamente para exemplificar a arte musical de Votov que atualmente planeiam tomar de assalto os palcos europeus e com sorte os conseguiremos ter a atuar em palcos lusos.

É “Votov” enquanto registo uma boa descoberta musical, e temas como ‘Reviled Deliverance’ ou ‘Organic Incarceration’  os que melhor mostram a intensidade rítmica e a abundante alternância entre instrumentos que não se sobrepondo se encaixam na perfeição.

Pontuação: 8,3/10

Por: Paula Antunes

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