Angelus Apatrida

Banda: Angelus Apatrida

Titulo: “Cabaret de la Guillotine”

Editora: Century Media Records

Data de Lançamento: 04.Maio.2018

Contando já com uma carreira recheada de edições discográficas e muitas atuações ao vivo, e dentre elas algumas em palcos portugueses, os espanhóis Angelus Apatrida que atingem este ano a sua maioridade musical J (18 anos), trazem novas músicas propiciantes a continuados bailaricos de heavy thrash metal.

É precisamente com este frenesim musical que se fica logo na escuta dos segundos iniciais do seu ainda por lançar, “Cabaret de la Guillotine”, o vindouro sétimo álbum de longa duração na sua discografia.

Será também um excelente presente para o Dia da Mãe – sim porque isto de sermos fãs de Metal de qualidade não é epíteto do género masculino…, lançando a sua internacional editora Century Media Records no próximo dia 4 de Maio, em duas versões, o tradicional CD e a opção vinil de 12” com CD.

“Cabaret de la Guillotine” vai vingar por variadas razões, entre elas o sugestivo título do álbum que desde logo avisa o festim musical que decorre ao longo dos 52 minutos, também pela sugestiva capa, apelativa e impactante, e acima de tudo a qualidade musical que se soube estruturar em 10 faixas.

Cada faixa apresenta-se como o prego que segura esta guilhotina, cada uma por si desempenha um papel crucial e não se consegue conceber este álbum sem uma ou outra música; o encadeamento rítmico e as violentas investidas dos riffs reforçam uma espinha dorsal feita de thrash metal rápido e síncrono, acrescentam-se novos elementos de groove que enfatizam a maleabilidade vocal incansável que nos atira refrões duros e imperativos.

É fácil de perceber com temas como ‘The Hum’, que caramba é colante ao nosso cérebro musical, o porquê do carinho e relevância que os Angelus Apatrida têm conseguido reunir ao longo dos seus 18 anos de existência.

‘Downfall Of The Nation’ é soberbo, e mesmo para céticos de fusões, as reminiscências fundidas de uns Slipknot ou Sepultura são evidentes e marca este tema uma certa diferença nos restantes do álbum. Saliente-se ainda a velocidade cruzeiro em que é executado o tema ‘One Of Us’ e que acentua paradoxalmente a linha melódica de todo este registo.

Melhor mesmo é darmo-nos o prazer de ouvir, preferencialmente bem alto, este “Cabaret de la Guillotine” e o resultado final será sem dúvida de satisfação e esqueleto bem ginasticado; vai ser tarefa árdua ficar quieto(a) ao ouvir este disco!

Pontuação: 9,2/10

Por: Paula Antunes

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