King Goat

Banda: King Goat

Titulo: “Debt Of Aeons”

Editora: Aural Music

Data de Lançamento: 20.Abril.2018

Formados apenas em 2012, o agora quinteto britânico King Goat apresentam a sua musicalidade no espectro doom metal, com uma insidiosa e crescente vertente progressiva.

Tendo já em carteira a edição de 2 EP’s e um primeiro álbum de originais – este último ainda bem fresco (2016) e nas bocas do mundo, a data do próximo 20 de Abril assinalará o lançamento oficial e mundial do seu muito expectado segundo registo de originais, “Debt Of Aeons”.

“Debt Of Aeons” apresentar-se-á em vários formatos, CD digipack, CD de edição limitada de luxo e ainda no cada vez mais repescado vinil, qualquer destas versões com o selo da editora internacional Aural Music.  Ainda com uma bela arte de capa, responsabilidade do criador de capas de Opeth ou Katatonia, o artista Travis Smith, que apenas vem reforçar o ditado que ‘os olhos são os primeiros a comer’ e com este sentido desperto o da audição curiosa a este registo impõe-se e é meritório.

Este segundo álbum do quinteto de Brighton, é a prova cabal da justa relevância e destaque de que têm sido alvo desde o seu 1º EP, em que é notória a evolução musical que faz das suas criações musicais autênticas espirais de emoções, permeando a sensibilidade mais resistente do ouvinte a um doom não taxativo e um metal progressivo desviante da atualidade; a técnica de execução de instrumentos e a conjugação entre as duas guitarras (ritmo e principal) parecem uma brincadeira de crianças, no jogo do ora tu ora eu, com o baixo por árbitro e a bateria juíza implacável e com um brilho sonoro que encadeia e hipnotiza.

“Debt Of Aeons” e segundo as palavras dos próprios King Goat, versa sobre o declínio da mente humana por consequência da negatividade que imprimimos no que vemos e sentimos ao nosso redor e esta crescente e contagiante negatividade leva por inerência ao aumento do declínio das relações humanas entre si e da sociedade/mundo em geral. ‘Rapture’ que abre este disco de forma muito elegante e serena, é como sugere a rutura do convencional, do doom arrastado e sofrido que abre espaço a dinâmicas e cadências em crescendo, assim como ‘Psychasthenia’ é o mais psicadélico e progressivo tema deste conjunto de 7 composições.

Fecha-se este disco com o belíssimo trecho de 10,19 minutos, ‘On Dusty Avenues’, onde o ouvinte é convidado a percorrer esta larga e poeirenta avenida de forma obediente, hipnotizado sobre o timbre vocal de Trim, numa miríade de notas melódicas e duras mas seguras crispações mais graves.

Para quem conhecer um pouco melhor o nosso doom progressivo e que seja seguidor ou fã da arte de Redemptus ou Lâmina, este é um álbum que vão querer ter. E se não conhecem alguma destas referências, fica a dica dada; King Goat é obrigatório para os novos doomsters e não só.

Pontuação: 8,3 /10

Por: Paula Antunes

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*