Auri

Banda: Auri

Titulo: Auri

Editora: Nuclear Blast

Data de Lançamento: 23.Março.2018

Auri é uma assinatura da Nuclear Blast, é a ideia compartilhada da cantora finlandesa Johanna Kurkela (vocais e guitarra), Tuomas Holopainen (teclas e back vocais) e Troy Donockley (guitarra, bouzouki, flauta..) do Nightwish. Auri não é metal, mas os sons que eles criaram têm um peso que é mais transcendental do que bombástico.

Donockley são as forças criativas por trás do AURI. Eles fazem a sua estreia numa viagem através do tempo e do espaço, longe daqui e agora lembrando-nos das fantásticas aventuras de Alice no País das Maravilhas (parafraseadas de sua biografia). Músicas contagiantes e capazes de nos transportar para um novo lugar dentro da mente.

O álbum de estreia, intitulado “Auri”, é um equilíbrio de sons sinfónicos, electrónicos, folk e pop. “Auri” é baseado nos livros de Patrick Rothfuss. É também um nome de solteira finlandesa e deriva do termo latino Aurora, que significa amanhecer.

A faixa de abertura do álbum “The Space Between” começa com uma batida percussiva e muda para uma batida a meio-ritmo com Johanna Kurkela emprestando uma voz maravilhosa. Ela lembra Aurora Askenes. O refrão é uma passagem sinfónica épica com melodias folk tocadas na flauta. A orquestra é rica, completa e convidativa.

“I Hope Your World Is Kind” é uma música dramática com cordas trágicas e um senso de urgência. E muda completamente de som contrastando com a primeira música. Carrega consigo uma sensação de familiaridade com os Nightwish, graças às melodias folk escolhidas e que vêm à tona.

“Skeleton Tree” continua com as influências heavy folk e de repente o som muda para uma escala do Médio Oriente e depois de volta para o Celtic. É uma das composições mais sombrias e mais notáveis ​​do álbum.

“Desert Flower” e “Night 13” são baladas à luz de velas e trazem de volta o folk e atiram-no entre as escalas do Médio Oriente e o Ocidente. É feito de forma impecável e não parece estar nada fora do lugar. Na “Desert Flower” o dueto masculino / feminino, a orquestração é minimalista e os violinos são maravilhosamente frágeis. Na “Night 13”, Johanna Kurkela ocupa o centro do palco, e cria-se um clímax maravilhosamente dramático, liderado pela percussão, cheio de drama.

“See” é uma soberba aula. Faz a mistura do moderno com o tradicional, Holopainen banha a faixa folk com alguns sons intrigantes, únicos, mas quase psicadélicos por natureza.

“The Name of The Wind” é uma obra-prima sinfónica com grandes cordas e dá credibilidade a Tuomas como compositor talentoso. O mesmo pode ser dito sobre “Aphrodite Rising” que tem um toque ocasional de Anathema moderno e “Underthing Soltice”, que enfatizam a proeza vocal de Johanna. A música final do disco “Them Thar Chanterelles” reforça todo o tema do disco. É uma música divertida, jovem e cheia de inocência.

Todas as músicas apresentam um trabalho vocal incrível, tanto masculino como feminino, incrível habilidade de composição, orquestração que é inigualável e muito emotivo. A musicalidade pura exibida neste lançamento é incrivelmente bela.

Todo este álbum é tão comovente, calmante, quase meditativo sem tentar ser. A música é sinfónica, com influências populares celtas. É sonhadora, com tendências minimalistas em alguns momentos, mas soa a orgânica e quente, com uma atmosfera acolhedora e sedutora.

Pontuação: 8,5/10

Por: Maria João Tavares

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