Aura Noir

Banda: Aura Noir

Titulo: “Aura Noire”

Editora: Indie Recordings

Data de Lançamento: 27.Abril.2018

Formados em meados de 1993, o trio musical composto de músicos de origem norueguesa e que dá pelo nome de Aura Noir, encabeçam um dos coletivos mais proeminentes na cena thrash/black metal internacional.

Dia 27 deste Abril, veremos finalmente lançado e após um hiato de registos discográficos de apenas 6 anos sobre o seu predecessor “Out To Die”, o intitulado de “Aura Noire”, o sexto álbum em formato longa duração e também este com o selo da editora Indie Recordings.

“Aura Noire” é um álbum puro, com uma sonoridade verdadeira, ou seja, sem artifícios extra de embelezamento, fazendo o ouvinte sentir a verdadeira essência e energia pulsante destes músicos que já por cá andam há um quarto de século e isto não é coisa para meninos.

É fantástica a forma como se apresenta este álbum, numa composição instrumental excelsamente trabalhada, com notas e ritmos brutais, seja na velocidade com que são executados, seja na suave agressividade com que nos são arremessados os riffs estonteantes e de fazer cortar a respiração, acompanhados de blast-beats e estocadas na bateria que impulsionam a adrenalina ao máximo. É impossível ficar indiferente a este “Aura Noire” que logo a partir do minuto 1.17 do tema de abertura ‘Dark Lung Of The Storm’ arranca numa furiosa mostra do que é o thrash metal na sua mais pura essência: crueza, agressividade e velocidade.

Da interpretação vocal há que dar créditos à maleabilidade conseguida, alternando entre os elementos mais gritados do thrash e os mais cadenciados e melódicos dotados de uma sensibilidade mordaz e certeira, e isto está devidamente registado na forma do tema ‘Hells Lodt Chambers’.

Para quem não conhece o trabalho feito ao longo destes 25 anos de Aura Noir e deixando de lado os projetos/bandas em que quaisquer dos elementos se encontrem no ativo; e melhor ainda, para quem uma certa curiosidade sobre a cena thrash mas ainda se encontra cético porque não descobriu ou teve oportunidade de ouvir algo que faça o tal ‘clique’, então este é o registo internacional perfeito. São dos 32 minutos mais intensos e dinâmicos de thrash metal que se podem ouvir criados na atual cena musical.

Pontuação: 9,2/10

Por: Paula Antunes

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