Deathcrush

Entrevista Deathcrush

Por: Maria João Tavares

Hintf: Contem-me um pouco sobre como a banda foi formada?

Olá, os Deathcrush nascidos em 2003, fomos e somos eu (Luigi Cara – Baixo e Voz), Giampiero Serra (Bateria) e Andrea Sechi (Guitarras).

Nós queríamos tocar Black Death inspirada nos nossos ídolos como Deicide, Cannibal Corpse, Belphegor, Morbid Angel, Obituary e outros, e, em 2004 gravámos a primeira demo chamada ‘Hard Reality’. O som era old school e começámos a tocar na nossa ilha, Sardenha. Depois de muitos concertos ao vivo, e das primeiras reviews de revistas e webzines de metal, escrevemos um novo EP chamado ‘Extreme Claustrophobic Terro’ em 2007, e para promovê-lo, tocámos numa tour em Itália com Zora. Em 2013, assinamos um acordo com a Spew Records/Punishment 18 Records e, em 2014, nosso primeiro álbum completo “Collective Brain Infektion” foi lançado em todo o mundo e fizemos muitos concertos em Sardenha, Itália, Alemanha e Áustria. Fomos a banda de abertura para Obituary, Entombed, Hour of Penance, Natron e muitos outros. Em 2017, assinámos um novo acordo com a editora Spew Records / Punishment 18 para este último álbum chamado “Hell” e fizemos uma tour Europeia / Balcãs e muitos outros concertos na Europa.

Hintf: O que vos motivou em tocar Death Metal?

Eu sou e somos todos levados pela paixão do Death Metal. Somos e seremos sempre ouvintes frequentes deste estilo. Nós levamos a música como um trabalho, com grande profissionalismo.

Hintf: Começando como uma banda de Death / Black metal, quais nomes ou correntes que podes nomear como as vossas influências neste momento?

Como eu disse, as bandas mais importantes que nos influenciaram foram Deicide, Behemoth, Belphegor, Vader, Cannibal Corpse, mas tentamos ser originais com nosso som, sem copiar essas grandes bandas.

Hintf: Porquê o nome Deathcrush?

Nós gostamos como o nome soa. Trás um grande impacto e isso representa o nosso estilo de música violenta.

Hintf:  Conta-nos um pouco sobre a produção do álbum. Como foi o processo?

Nós escrevemos os riffs e a música todos juntos, depois tocamos a música na nossa sala de ensaio, colocamos as nossas ideias e arranjos e depois escrevo a letra.

Hintf: Sobre as letras, elas são o significado de todo um conceito de quê? Do mal? Da decadência humana?

Muitos dos conceitos das letras são geralmente a decadência da sociedade, a corrupção da alma humana e o papel da religião no mundo.

Hintf: O nome do álbum significa literalmente “Inferno” por que escolheram este título?

Porque eu quero apenas uma única palavra para explicar esse conceito, eu gosto de conter a nossa ideia blasfemada das músicas e letras no álbum.

Hintf: Como é que se sentem com o resultado do álbum?

Sim, muito, estamos felizes pela grande produção. Recebemos tantas críticas positivas e muitos novos fãs de todo o mundo.

Hintf: Que tipo de mensagem vocês querem lançar com este álbum? Como é que ela se liga com vossa própria visão do mundo e das vossas crenças pessoais?

Nós vivemos em Itália, então o Vaticano manipula as crenças e o quotidiano. É uma situação medieval e de merda. Então, estamos contra essa forma de poder, não acreditamos em imbecilidades.

Hintf: O que é mais importante para os Deathcrush neste momento, fazer um álbum ou tocar ao vivo? Ou ambos?

Nós gostamos de ambos, mas tocar ao vivo é uma óptima forma de satisfação, é um prazer ver os nossos fãs a destruir o recinto dos concertos ao vivo.

Hintf: E quais são os vossos planos para o futuro?

Estamos a escrever novas músicas para um novo álbum, é demasiado cedo falar sobre um novo álbum mas estamos a dar o litro e, em Novembro, faremos uma nova tour na Europa pela Polónia, República Checa, Hungria, Eslováquia, Bósnia e eu penso que também no UK. Vocês irão saber algumas novidades em breve. Obrigado pela entrevista.

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