Infection Code

Entrevista Infection Code

Por: Paula Antunes

Hintf: Antes vamos agradecer-vos o vosso tempo para com esta entrevista. Podem dizer-nos o porquê da escolha deste nome para a banda e alguma da história de Infection Code para quem só agora vos descobriu?  

Antes de mais eu quero agradecer-vos a oportunidade no vosso website e em ajudar-nos a espalharem os nossos ruídos na vossa cena metal. Não sei porque escolhemos este nome mas talvez fossemos fãs doidos pela cena cyber metal há quase vinte anos atrás e ainda o somos. Adoramos bandas como Fear Factory, Strapping Young Lad e outras e acho que esse nome foi escolhido por algumas das letras dessas bandas. Assim começamos por tocar músicas de Sepultura, Fear Factory, Pantera e depois de alguns meses decidimos escrever algum material original. Desde o início que tentamos criar coisas originais. Um cruzamento entre a cena hardcore e o thrash metal com um toque de metal industrial dos sons dos Godflesh e dos Ministry. Estas bandas foram das primeiras e mais importantes influências para nós e acho que ainda se mantem. Ao longo da nossa carreira fizemos alguns discos e um EP e demos muitos concertos e uma minitour e juntamo-nos a bons músicos e produtores, e no caminho fizemos também bons amigos. É uma história clássica sobre como vive uma banda de underground a sua paixão pela música.

Hintf: Estando ativos na cena musical desde 1999, uma carreira de quase 20 anos, muitas coisas aconteceram e muitas mais hão-se acontecer J; alguma vez pensaram desde o início da banda que resistissem tanto tempo enquanto Infection Code?

Nós começamos por ter a banda com uma clara identidade musical alguns meses antes do álbum de estreia. Os dias do início foram duros para se conseguir obter um som próprio, por isso as covers que tocamos ajudaram-nos a encontrar o foco no nosso desenvolvimento artístico e musical. Por adição escolhemos o nosso gosto e influências pelas bandas e géneros favoritos que ouvíamos. Tentamos criar música original ao longo do nosso álbum.

Hintf: Ao longo destas 2 décadas, quais foram as coisas mais importantes que jamais irão esquecer?  

Enquanto banda de metal underground a nossa existência foi pontuada pelos ciclos: sala de ensaios, sessões de gravação, e concertos no total espirito do DIY. Tivemos alguma ajuda de editoras, tour managers e agências de booking mas tudo é ajustado por nós. Conhecemos bons amigos e músicos que se nos juntaram. Por exemplo, o Billy Anderson. Ele produziu e misturou o nosso terceiro disco “Intimacy” e ficamos muito contentes de trabalhar com ele. Outra colaboração que foi excelente foi com o Eraldo Bernocchi, um grande músico e produtor conhecido aqui na Itália e na Europa pela sua carreira na cena rock industrial. Depois fomos em digressão e tocámos com grandes bandas como Cult Of Luna, The Ocean, Zeni Geva, Ufomammut, Sadist e Cripple Bastards.

Hintf: Um novo disco está prestes a sair pela editora Argonauta Records, no próximo dia 2 de Março. “Dissenso”, o vosso 6º longa duração, falem um pouco mais deste disco, a sia ideia conceptual, as suas influências e inspirações?  

“Dissenso” é o terceiro disco que fazemos com a Argonauta Records. Estamos ligados por uma grande amizade e respeito ao Gero, o patrão da editora. A Argonauta Records é uma empresa discográfica que trabalha a muitos níveis. Na promoção, distribuição, e muito importante, conhece bem a cena de metal underground. Estamos muito satisfeitos de nos termos juntado a eles. A ideia concetual por trás de “Dissenso” na lírica, é uma expansão acerca das minhas mais profundas paixões no período histórico que vai dos anos 70 aos 80. Li muitos livros e fiz pesquisas sobre este período em particular. Nos níveís sociais e politicos. As letras são os meus pensamentos sobre alguns ideais característicos dos movimentos políticos que nasceram nesses anos. Na inspiração para a música escolhemos um som mais agressivo. Tentámos levar a nossa música perto do industrial mas com um grande toque de death metal e influências de hardcore. Eu penso que “Dissenso” é o álbum mais extremo e violento que fizemos.

Hintf: quão bem está este “Dissenso” a ser recebido quer pela Imprensa quer pelos fãs de Infection Code?

Eu espero que “Dissenso” obtenha uma boa resposta. A nossa música é muito difícil de ouvir e provavelmente de compreender. Mas é a nossa personalidade. É a nossa forma de celebrar a música extrema que é o death metal, o hardcore ou o industrial. Seja como for, se “Dissenso” receber uma má resposta, isso não importa.

Hintf: ‘Santa Mattanza’ é o tema de abertura do disco e também o escolhido para o primeiro vídeo oficial. Quem está por trás do conceito do vídeo, e até onde se envolveram na produção deste e quão divertido foi gravá-lo?

O diretor de “Santa Mattanza” é o Ivan Ferrera, um bom amigo meu. Ele faz estes vídeos onde usa algumas câmeras mas ele tem muitas ideias para desenvolver por trás da história do vídeo. Eu enviei-lhe a canção com a letra e ele fez este belo vídeo. É um artista visionário com outras artes também, como a comics (BD), desenho, pintura e a revelar-se um fã de David Lynch.

Hintf: Planos e objetivos para o futuro próximo de Infection Code? Como está a vossa agenda de concertos?

Atualmente estamos ocupados a fazer promoção com algumas entrevistas mas ao mesmo tempo planeamos alguns concertos em Itália. Provavelmente no outono ou inverno iremos começar com a tour europeia.

Hintf: Estão a par da nossa cena de metal/industrial em Portugal? Para quando um show para os fãs portugueses de Infection Code?

Não estou familiarizado com a cena metal portuguesa, desculpem. Mas sou um grande fã de Moonspell. Acompanho-os desde a primeira demo tape “Anno Satanae” e tenho comprador e amado cada álbum. Eu penso, que ao longo da sua carreira cresceram até serem uma banda importante na cena metal a nível mundial. E também gostei do “Black Earth” dos Process of Guilt, e sou um fã dos Holocausto Canibal. Era ótimo ter a oportunidade de tocar em Portugal mas atualmente é muito difícil. Não temos nenhuma agência de booking em Portugal que nos marque alguns concertos, mas esperamos no futuro poder tocar para os nossos fãs portugueses.

Hintf: Por fim mas não menos importante, deixem uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores!

Muito obrigado pela oportunidade. Foi a nossa primeira entrevista numa webzine portuguesa e esperemos que gostem. Convidamos-vos a visitar o nosso site oficial e principalmente a darem uma oportunidade ao nosso disco “Dissenso”. La lotta continua (A luta continua).

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