Autokrator

Entrevista Autokrator

Por: Paula Antunes

Hintf: Antes de mais obrigada pelo vosso tempo para com esta entrevista! E para os que só agora tiveram a oportunidade de conhecer o vosso trabalho, o que nos podem dizer sobre o processo emergente de Autokrator enquanto banda?  

Bem, os AUTOKRATOR foram criados a partir das cinzas do meu anterior projeto N.K.V.D. Eu queria tocar música mais obscura, mais pesada, mais orientada para o estilo death metal. Como o resultado estava muito distante da sonoridade dos N.K.V.D., eu decidi que esse seria o ponto de partida para um novo projeto: AUTOKRATOR. Lançamos o nosso primeiro álbum longa duração em 2015, chamado de “Autokrator”, o nosso segundo disco em 2016 intitulado de “The Obedience to Authority”, e agora estamos de volta com “Hammer of the Heretics”. A banda é composta por mim e pelo David Bailey (vozes), e tivemos três bateristas de sessão diferentes nos nossos três discos, o Oleg.I, o Septimius Harsan e o Kevin Paradis no novo disco.

Hintf: Passaram-se apenas 4 anos desde que irromperam na cena metal e carregam já 3 álbuns de longa duração nos vossos ombros! Consideram-se como ‘musicaólicos’ e com muito para nos mostrar, fãs de metal?  

AUTOKRATOR é mais um projeto de estúdio que uma banda tradicional. Eu possuo o meu próprio estúdio caseiro, o que significa que trabalho na minha música praticamente todos os dias. Não desperdiçamos tempo em tours ou em ensaios, por isso trabalhamos tão ‘rápido’. Mas muitas bandas, mesmo as que tocam ao vivo, podem gravar a cada ano. É uma questão de inspiração e dedicação.

Hintf: De que melhor forma descrevem a vossa sonoridade? E quais são as principais influências da música de Autokrator? 

Tentamos sempre trazer os piores elementos do death metal ao seu paradoxismo: vozes guturais ainda mais guturais, baixo pesado ainda mais pesado, guitarras corrosivas ainda mais corrosivas, e baterias castigadoras ainda mais castigadoras. Gostamos de coisas puxadas ao extremo. Não há influências particulares; AUTOKRATOR pode ser considerado como a versão death metal dos N.K.V.D. Se eu puder mencionar apenas uma influência, eu diria os álbuns mais antigos de Immortal. O seu trabalho de guitarras corrosivas sempre me fascinou.

Hintf: No próximo 10 de Abril lançam oficialmente o vosso novo álbum, “Hammer of the Heretics”. Quão ansiosos estão com esta nova oferenda ao público em geral e aos vossos fãs?

Não estamos de todo ansiosos. Fizemos o melhor que podíamos para gravar o melhor álbum possível. Lançamos o “Hammer of the Heretics“ pela minha própria editora, a KRUCYATOR PRODUCTIONS, pelo que não há pressões com vendas ou algo do género. E construímos uma sólida promoção com a nossa parceira, a QABAR PR. O único receio que tivemos, foi que a produção final resultasse bem, porque queríamos que o digipack A5 tivesse um aspeto sangrento e horrível. E estamos contentes com o resultado. Focámo-nos em cada detalhe, trabalhando passo a passo, devemos ter feito umas 100 misturas diferentes, 100 diferentes masterizações. Neste disco temos o Kevin Paradis a tocar a bateria; ele é um dos melhores bateristas de metal extremo a nível mundial, por isso estamos muito confiantes.

Hintf: Acerca de “Hammer of the Heretics”, um disco muito poderoso e intenso, podem falar-nos da sua ideia conceptual (se alguma), em que se inspiraram para o escrever? De que nos fala o disco?

O tema geral do “Hammer of the Heretics” é sobre a Inquisição e a Ordem dos Templários. Eu vivi durante 10 anos em Paris, e voltei à minha região de origem, a Occitânia, em 2016. A Occitânia esteve fortemente envolvida na Inquisição e na Ordem dos Templários. Então quis fazer uma espécie de homenagem a isto. “AGAINST FLESH AND BLOOD” é sobre os Deveres Cristãos na Guerra Santa. As letras baseiam-se na passagem biblíca de Efésios 6:12. “LE SANG IMPUR” é baseado n’”A Marselhesa” de Rouget de l’Isle, uma canção de revolta patriótica que mais tarde se tornou o hino de França. “HAMMER OF THE HERETICS” é sobre o infame Tomas de Torquemada, um Inquisidor espanhol. “INQUISITIO-DENUNCIATIO-EXCEPTIO” é um procedimento de Inquisição baseado em transcrições de interrogatórios verídicos.

Hintf: Falem-nos também um pouco sobre a vossa arte visual, quer para os discos quer para a banda, quem está por detrás dela?  

As fotografias da capa e do layout são da Elena Samko, uma artista russa, especializada em fotografia e disfarces. Adorei o trabalho dela e quis usá-lo para AUTOKRATOR. Ela deu-nos autorização e então adaptei esse trabalho aos discos.

Hintf: Como está a vossa agenda no que diz respeito à promoção do novo disco? Principais planos para o futuro próximo de Autokrator?

Infelizmente não atuamos ao vivo. Após 3 álbuns, explorámos tudo o que queríamos explorar pelo que iremos fazer uma pequena pausa.

Hintf: Deixem uma mensagem aos nossos leitores e vossos seguidores portugueses! 

Obrigado pelo vosso apoio; eu estou especialmente ligado musicalmente a Portugal, uma vez que no passado lancei duas cassetes dos meus projetos em editoras portuguesas: N.K.V.D “Diktatura” (Mistress Dance), AUTOKRATOR “The Obedience to Authority” (Signal Rex).

Podem descobrir os trabalhos anteriores de AUTOKRATOR e o novo disco aqui:

https://autokrator.bandcamp.com/

https://krucyator.bandcamp.com/

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