New Horizons

Banda: New Horizons

Titulo: “Inner Dislocation”

Editora: Revalve Records

Data de Lançamento: 23.Fevereiro.2018

Apesar de inicialmente formado em 2010, o projeto evoluído a banda New Horizons, começa a ganhar forma em 2013 quando este atual coletivo de seis elementos decide mudar a sua direção musical da interpretação de temas cover para a criação e composição de material original, sempre seguindo na vertente do rock progressivo.

O passado 23 de Fevereiro viu assim ser a data oficial de lançamento deste que é o seu álbum de estreia, “Inner Dislocation”, editado sob a efígie da renomada Revalve Records.

“Inner Dislocation” no seu conjunto de 9 temas, assume a clara e evidente influência de um dos mais emblemáticos representantes do género progressivo, os já icónicos Dream Theater, e encerra em torno destes 51 minutos uma copiosa beleza melodiosa, facilitando a sua escuta e aumentando a curiosidade a este género por vezes difícil de assimilar, mesmo por ouvidos mais experientes ou exigentes.

Numa saudável intercalação de temas ora mais longos ora mais curtos, a originalidade criativa de New Horizons é patente e inegável a quantidade/qualidade de trabalho investida na criação destes temas. ‘Born In The Future’ é dos temas mais bonitos que se pode escutar neste disco, um disco que brilha sem ofuscar e que faz do uso dos teclados uma engenhosa forma de enlaçar musicalmente a secção de cordas representada pelas guitarras e baixo e com uma bateria tocada ao bom jeito da escola de jazz, compassada e assertiva, executada sem grandes fúrias mas vincadamente enérgica.

Da vocalização e interpretação dos temas, cumpre dizer que esta acompanha com alma e destaca-se pelas entradas a tempo certo, usando-se das deixas dos riffs soltos e complexamente trabalhados, como um ator que sabe perfeitamente as suas falas e sabe estar e sair de cena.

‘Evolution’ é o tema mais complexo e exaustivo na exploração rítmica em que todos os instrumentos duelam equilibradamente entre si, fazendo jus ao género Progressivo e justificam a delonga no aperfeiçoamento das suas capacidades e habilidades musicais, agora então reveladas em formato álbum, quando já muito palco exploraram estes italianos.

Um disco auspicioso para estreia oficial e que merece destaque na biblioteca musical de melómanos mais acérrimos da tecnicalidade e progressismo musical.

Pontuação: 8,2/10

Por: Paula Antunes

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