Axel Rudi Pell

Banda: Axel Rudi Pell

Titulo: “Knights Call”

Editora: SPV GmbH/Steamhammer

Data de Lançamento: 23.Março.2018

“Knights Call” é o mais recente registo discográfico do carismático guitarrista Axel Rudi Pell, que a solo cumpre já com uma carreira de 30 anos de existência e que entre os anos de 1981/88 deu os seus brilhantes riffs e acordes de guitarra à emblemática banda de Heavy Rock, os Steeler; dispensando demais ou delongas apresentações, a sua longa e prolífera carreira de edições discográficas e atuações de palco falam por este renomado artista.

Com a data de 23 de Março do corrente a assinalar o lançamento pela sua editora de quase sempre – a também alemã SPV GmbH em parceria com a Steamhammer, o álbum “Knights Call” marca a posição 17 no registo de originais de longa duração e a par do seu predecessor, o “Game Of Sins” de 2016, este é mais um disco de peso, bem arquitetado, planeado ao mais ínfimo pormenor e que cumpre com as expetativas dos ouvintes do género Heavy/Power Metal e vai fazer as delícias sonoras dos seus acérrimos seguidores.

“Knights Call” é um disco pleno de energia pulsante de vida, uma celebração musical do tradicional Heavy/Rock, dançável (se me permitem o termo), cheio de temas-hits que farão o furor de boas casas consagradas ao Rock mais pesado e praticantes de air-guitar.

‘Long Live Rock’ é um hino ao Rock e onde de facto com os riffs de guitarra executados o ouvinte deste disco numa investida mais amadora ou menos conhecedora entende o porquê da reverência ao seu atual legado musical.

Das 10 canções escolhidas para alinharem nesta chamada dos Cavaleiros, não falta obviamente a célebre balada, disco de Heavy Rock, com mais ou menos direção Power metal que se preze tem sempre a belíssima balada que nos transporta a atmosferas mais épicas ou românticas, neste caso em particular, ‘The Crusaders of Doom’, é uma balada de saudade, uma espécie de tributo aos tombados em cruzadas ou modernas demandas bélicas, a lápide musical perfeitamente ajustada à última cavalgada dos cavaleiros rumo ao pôr-do-Sol eterno.

“Knights Call” apresenta-se como um disco homogéneo, fundindo bem os elementos épicos por meio do uso de samples e notas extraídos dos sintetizadores de Ferdy Doernberg, numa vibrante vocalização por parte de Johnny Gioeli, que se sente a cada entoação das letras o sentimento genuíno que emprestam ainda mais alma a este disco.

Há ainda espaço para um pouco de bailarico folk espicaçado pelos riffs complexos e bem trabalhados de A. Rudi Pell no tema ‘Truth And Lies’, fazendo deste tema O tema por excelência para apresentação dos elementos da banda numa atuação ao vivo em que à vez se vão solando com os seus próprios instrumentos e aumentando o êxtase musical no público rockeiro que adora estes momentos de ex-libris de performance.

“Knights Call” não se resume a ser um bom disco, é um disco bom na sua verdadeira essência, bem trabalhado, bem produzido, pleno de melodias sentidas e vibrantes e com um natural apelo a que os cavaleiros desta távola rockeira não irão decerto faltar.

Pontuação:  7,9/10

Por: Paula Antunes

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